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Por Fábio Arantes

Por Fábio Arantes

O prefeito Fernando Haddad recebeu nesta quinta-feira (26) o príncipe Harry de Gales para uma visita ao Programa De Braços Abertos, que atende a dependentes químicos na Luz, região central da cidade. Para conhecer melhor as ações do programa, o príncipe inglês conversou com dependentes de crack e conheceu equipamentos de acolhimento e de monitoramento. A ação, iniciada há seis meses, tem 422 beneficiários cadastrados, que têm acesso a trabalho remunerado, alimentação e moradia. Mais detalhes sobre o histórico e as ações do programa estão disponíveis aqui.

“Foi um dia importante para dar visibilidade a isso que é tão novo na América Latina, que é a política de redução de danos, que dá às pessoas oportunidades para resgatar sua dignidade. Ele estava genuinamente interessado, principalmente nas histórias de superação pessoal, no esforço das pessoas em buscar um futuro melhor”, afirmou o prefeito em entrevista coletiva, realizada na sede da Prefeitura.

O príncipe iniciou sua visita pela Praça Estação Julio Prestes, onde conheceu um dos ônibus do programa Crack é Possível Vencer, operado pela Guarda Civil Metropolitana (GCM). O secretário Roberto Porto explicou o funcionamento da unidade de videomonitoramento, cedida pelo governo federal para mapear a rede de tráfico na região. O ônibus é equipado com uma antena que capta imagens de 20 câmeras, instaladas a até três quilômetros de distância. Em seguida, caminhou com o prefeito e com a primeira-dama, Ana Estela Haddad, pela rua Dino Bueno, onde no início de 2014 cerca de 330 pessoas estavam instaladas em 147 barracos.

Ao longo de quase duas horas de visita, Harry pôde conhecer a metodologia do programa, que foi estruturada com a ajuda dos dependentes químicos. Ele conversou com os profissionais que atuam nas áreas de saúde, assistência social e segurança. “O interesse dele era conhecer o programa, os detalhes da segurança, da acomodação nos hotéis e das frentes de trabalho. É um privilégio poder mostrar o que temos de melhor. Isso serve de estímulo e dá a certeza de que estamos no caminho certo”, afirmou Roberto Porto. Também participaram da visita os secretários diretamente envolvidos no programa: José de Filippi (Saúde), Luciana Temer (Assistência Social), Artur Henrique (Trabalho) e Rogério Sottili (Direitos Humanos).

O próximo ponto da visita foi a tenda do programa De Braços Abertos, localizada na rua Helvétia. No local, Haddad e Harry acompanharam uma pequena apresentação do grupo de samba Braços Abertos, formado por beneficiários do programa. O local oferece acolhimento aos dependentes químicos que moram e circulam pela área. Estão disponíveis atendimentos de saúde e de assistência social, além de atividades culturais.

Com a ajuda de uma intérprete, o príncipe Harry conversou com beneficiários do programa, tanto na tenda como no galpão de trabalho. Neste espaço, localizado na rua Barão de Piracicaba, ocorrem oficinas de qualificação e o armazenamento das vassouras e carrinhos utilizados no trabalho de varrição, que emprega 228 dependentes químicos.

Kátia Silva foi uma das participantes do Braços Abertos que conversou com Harry. Ela participa do programa desde o início, em janeiro de 2014. “Ele foi muito gentil, perguntou como funcionava para a gente o programa, se a gente ainda estava usando drogas. Eu reduzi muito com a droga, trabalho com a varrição e já consigo ficar mais de uma semana sem usar”, contou Kátia. Dados do início de março apontam que o consumo de crack entre os beneficiários do programa foi reduzido, em média, de 50% a 70%. De uma média inicial de 10 a 15 pedras por dia, o consumo passou à média de cinco pedras diárias, concentrado no período noturno, segundo os relatos.

Segundo o secretário Leonardo Barchini (Relações Internacionais), os resultados positivos do programa estimulam a troca de experiências com outros países. “O que acontece com o Braços Abertos é uma grande curiosidade internacional. Quando você diminui o fluxo de usuários de 2.000 pessoas para 200 ou 150, estas imagens correm o mundo. Temos recebido muitas demandas de pessoas querendo conhecer que tecnologia social é essa. Já fizemos missões técnicas mostrando a nossa experiência e conhecendo outras experiências. A gente tem muito a aprender com outros países, mas a gente tem muito a ensinar também”, explicou Barchini.

Braços Abertos

Todos os beneficiários do Braços Abertos participam de frentes de trabalho de zeladoria e jardinagem a R$15 por dia, integram atividades de capacitação, recebem três alimentações diárias e vagas em hotéis. A ação inclui também acompanhamento médico e encaminhamento voluntário para tratamento da dependência química. O balanço é de 422 beneficiários cadastrados, dos quais 23 receberam o atestado médico de aptidão ao mercado de trabalho no último mês. Outros 122 estão em tratamento voluntário contra dependência química. Já são 12 usuários em empregos formais, além dos 18 que atuam nas frentes de trabalho em órgãos municipais. Outros 228 seguem no serviço de varrição de ruas e 66 participantes estão no projeto Fábrica Verde, um curso de capacitação voltado à área de jardinagem.

 

Fonte: Prefeitura de São Paulo

 

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O músico Evandro Martins, de 28 anos, é um 422 participantes do programa da prefeitura “De Braços Abertos” – que fornece apoio para usuários de drogas da Cracolândia do centro de São Paulo.

Ele afirma que teve contato com o crack quando começava sua carreira de músico na noite paulistana. Teve uma série de melhoras e recaídas até ir viver definitivamente na rua, na Cracolândia, no último mês de fevereiro.

Ao ver os colegas de rua se inscrevendo no programa decidiu participar. Hoje diz que a segurança de ter uma salário semanal para realizar trabalhos como varrição de ruas e organização de uma biblioteca fazem a diferença – assim como ter um endereço fixo em um hotel pago pela prefeitura.

Parte do dinheiro do salário ainda é gasta em drogas, consumo que ele tenta diminuir gradualmente. Porém Martins diz que já consegue juntar dinheiro e visitar a família em Santos.

Ele é um exemplo do que a prefeitura chama de redução de danos – tentar fazer o usuário de drogas a trabalhar, ter uma rotina, compromissos, endereço sem a exigência de deixar as drogas abruptamente.

Fonte: BBC

Lindo filme sul-coreano que conta a história de uma menina que acredita que é um cyborg. Ela vai para um hospital psiquiátrico, assim como sua vó.

Eu sou um cyborg, mas tudo bem! Parte 1

 

Eu sou um cyborg, mas tudo bem! Parte 2

 

 

Título Original: Ssaibogeujiman Gwaenchanha

Dirigido por: Park Chan-Wook

País de origem: Coréia do Sul

Ano de produção: 2006

 

 

 

 

Moises da Silva por Leo Martins

Moises da Silva por Leo Martins

Com passos curtos e lentos, ombros curvados, Moisés Ferreira da Silva entrou, tímido e com um leve sorriso, na sala da Associação de Saúde Mental Juliano Moreira (Apacojum), que fundou e onde hoje é diretor consultivo. As marcas de expressão e as mãos calejadas não são de uma vida de trabalhador do campo. Durante quatro décadas, ele ficou internado no Hospital Psiquiátrico da antiga Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, com o diagnóstico de esquizofrenia e epilepsia. Mesmo com um pouco de dificuldade para falar — devido aos tratamentos pesados a que foi submetido —, Moisés relembra.

A região metropolitana de São Paulo tem índices de depressão e transtornos de ansiedade semelhantes ao de áreas de guerra como o Líbano e a Síria. Um estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP e que integra uma base de dados internacional identificou que 19,9% da população sofre de algum transtorno de ansiedade. Já em relação àdepressão, os dados mostram que ela atinge 2,2 milhões, ou 11% dos 20 milhões de pessoas que moram na grande São Paulo.

“É preocupante. É uma cidade muito estressada, muito violenta. Acreditamos que o nível de violência tenha relação a ansiedade e a depressão”, disse.Wang Yuan Pang, pesquisador do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo e coordenador da pesquisa São Paulo Megacity, que integra um estudo da Organização Mundial da Saúde realizado concomitantemente em vários países.

Teste: Qual é o seu grau de ansiedade?

Wang afirma que 54% dos entrevistados relataram ter vivido pelo menos um evento violento traumatizante, que pode ir desde ser vítima de um assalto, a presenciar a morte de alguém, ou tentativa de homicídio, ou sofrer estupro.

Além do alto índice, outra preocupação dos pesquisadores é o fato de não haver serviço suficiente para atender a demanda. “ A gente não tem pessoal suficiente para atender esta população” disse. No estudo, os problemas de saúde mental foram divididos em três níveis de acordo com a gravidade. Apenas um terço destes 10% de pessoas na categoria grave – aqueles que tentaram suicídio, apresentaram transtorno bipolar, ou são dependentes químicos com sinais fisiológicos -de fato receberam tratamento.

A taxa de depressão está entre as maiores do mundo. Países da África, menos desenvolvidos que a região metropolitana de São Paulo, têm índices de depressão de 4%, 6%, de acordo com Wang. Mas são os casos mais sérios de transtornos de ansiedade que deixaram os pesquisadores alarmados, aqueles que englobam casos como fobias e até síndrome do pânico.

Só a síndrome do pânico, um grave transtorno de ansiedade, atinge 1,1% da população, ou 220 mil pessoas só na região metropolitana de São Paulo. De acordo com Wang, no entanto, ela é mais percebida do que a depressão, por exemplo, porque é mais difícil de esconder. “Ela é extremamente incapacitante. O indivíduo não consegue sair de casa, pegar o metrô cheio.”

Preconceito: Ninguém leva minha depressão à sério

O estudo também mapeou os locais onde há mais casos de ansiedade e depressão. Percebeu-se que as áreas periféricas, onde há menos segurança e saneamento – as chamadas áreas de privação social – , são justamente aquelas com menos casos de depressão e transtornos de ansiedade. “Não quer dizer que as pessoas são mais felizes, não é isso. O que acontece é que nessas áreas periféricas há um alto número de migrantes, que se mudam para São Paulo para trabalhar. Quem não está saudável, com boa saúde mental, não aguenta e volta. Nessas áreas os problemas são outros: há muitos casos de alcoolismo e uso de drogas.”

Fonte: IG

 

ATO-Frente

As Ruas de São Paulo foram tomadas por mais de 2000 pessoas de diversas regiões do Estado de São Paulo. Em um domingo de Virada Cultural, a mobilização dos militantes antimanicomiais mostraram a potência criativa e produtiva de um tratamento, cuidado, em Liberdade.

Durante todo o ATO as Políticas Segregacionistas, de Internação Compulsória e de Financiamento das Comunidades Terapêuticas implementada pelo Governador Geraldo Alckmin foram repudiadas. A manifestação pedia o Fim do Programa Recomeço!!! Que nenhum centavo público fosse destinado as Comunidades Terapêuticas!!! Pelo FIM do CRATOD, que ele se torne um Centro de Convivência, Cultura e Cooperativismo!!! O Ministério da Justiça também foi motivo de VAIA pela insistência de ir Contra as Resoluções da 24. Conferência Nacional de Saúde e IV Conferência Nacional de Saúde Mental, ao financiar as Comunidades Terapêuticas e agora para piorar querer sua regulamentação!!!

O Ato afirmou que o caminho é fortalecer a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e apostar na construção de políticas públicas e de financiamento e apoio aos projetos, oficinas e empreendimentos solidários que promovem a Inclusão Social pela Cultura, Arte, Educação e Trabalho. Por uma Política Pública de Drogas Pública e Não Segregativa!!! Pela Ampliação do Programa de Braços Abertos, com Pontos de Cultura e Cooperativas Sociais!!

Nossa Rede Estadual esteve presente e afirmou que o caminho é Fortalecer o Eixo Reabilitação Psicossocial da RAPS e criar uma Política Nacional de Apoio e Fomento aos Projetos, Oficinas e Empreendimentos Solidários!!!

18 de Maio nas Ruas – Luta Antimanicomial ocupando a Cidade!!!

Fonte: Saúde e ECOSOL

Companheiros!

Mês maio, mês de Luta!

Estamos iniciando a semana da luta antimanicomial e com sete dias para realizar o ato no dia 18 de maio. Gostaria de conclamá-los para divulgar e articular com os coletivos para que estes participem dessas atividades. Ocuparemos as cidades contra as práticas higienistas recorrentes no Estado de São Paulo através das políticas públicas.

Entendemos que diferentes governos têm feito escolhas por investir em ações e serviços distantes dos princípios da Reforma Sanitária e Psiquiátrica Antimanicomial, realizando ações como Programa Recomeço, operação dor e sofrimento, internações compulsórias, financiamento público das comunidades terapêuticas e manutenção e ampliação do número de leitos em Hospitais Psiquiátricos e em instituições Asilares.

Divulguem, participem e compartilhem para ocuparmos a agenda pública com este debates.

POR UMA SOCIEDADE SEM MANICÔMIOS!

Frente Estadual Antimanicomial – São Paulo

Seguem os links para subsidiar a articulação:

Carta 18 de maio de 2014

http://antimanicomialsp.wordpress.com/2014/05/10/trajeto-do-ato-do-18-de-maio-de-2014/

Atividades de comemoração do dia da luta Antimanicomial – 18 de Maio | antimanicomialsp

Fonte: Antimanicomialsp

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