Leitora rebate leitor que criticou protetores de usuários de crack em SP

Ninguém gostaria de ter sua calçada tomada por usuários de crack ou qualquer pessoa que representasse a miséria humana. Porém, somente quando o problema chega ao nosso quintal, nos damos conta da dimensão e como ele assola a sociedade, rebate leitora em resposta ao relato do leitor Sandro Castelli publicado no “Painel do Leitor”, nesta quinta-feira.

Moro no centro de São Paulo e é perceptível a tensão que paira no ar. O centro da cidade aglutina diferentes pessoas e todas as suas diversidades e, por ser um espaço de mobilidade, acolhe as pessoas que não estão nos padrões de “bairros”.

O problema não está nos viciados no crack. O problema não está na malandragem daqueles que esperam pelo momento certo para furtarem. Precisamos identificar qual a raiz desse problema. As pessoas não acordam um dia e resolver fumar crack. O que leva um indivíduo à morar na rua, deixando no passado sua história, sua família, sua identidade? E onde está o Estado para articular e pensar sobre isso?

Não. É mais fácil dispôr à Polícia Militar que tomem uma ação quando, na verdade, isso é caso de saúde pública. É mais fácil fazer com que eles se tornem zumbis e perambule à esmo pelas ruas. É mais fácil maquiar o problema do que resolvê-lo.

A Prefeitura de São Paulo resolve acabar com a cracolândia –talvez por especulação imobiliária, por ser ano eleitoral–, mas não está preparada para essa ação.

Por SAMIRA HEIDY DA SILVEIRA NAGIB – extraído da Folha Online

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