Treze PMs da Rota são indiciados por estupro e tortura durante reintegração de posse no Pinheirinho

A Corregedoria da Polícia Militar informou na tarde desta quarta-feira (24) que indiciou 13 policiais da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) por abuso sexual, tortura e lesão corporal. Os crimes foram cometidos em janeiro de 2012 em São José dos Campos, interior de Sâo Paulo, durante reintegração de posse na área do Pinheirinho.

Outro policial do Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) também foi indiciado pelo crime de prevaricação (quando um funcionário público deixa de cumprir sua função, ou a faz de má-fé). De acordo com informações da corregedoria, o grupo de policiais é formado por um tenente, dois sargentos, um cabo e dez soldados. Eles podem ser expulsos da corporação.

O inquérito foi enviado à justiça militar nesta quarta-feira. O caso de crime de tortura deve ser encaminhado à justiça comum, uma vez que a prática não se caracteriza como crime militar.

As equipes do choque estavam na cidade para reforçar o policiamento durante a retirada das familias da área invadida. No dia 22 de janeiro do ano passado, uma equipe de policiais da Rota entrou uma rua do bairro Campo dos Alemães, próximo à área da reintegração, e suspeitou de um grupo de pessoas. Segundo a versão apresentada pelos PMs, três pessoas foram vistas correndo para dentro de uma casa. Na abordagem, teriam sido encontradas com maconha e uma espingarda calibre 12. No entanto, os abordados procuraram a imprensa e a própria Polícia Militar para denunciar abuso de poder durante a abordagem policial.

Uma mulher que estava no grupo abordado pelos PMs usou o número 190 para apresentar a denúncia. Ela relatou a invasão da casa onde ela estava com mais seis pessoas, e informou que os policiais tentaram estuprar as duas mulheres que estavam no local. Para evitar o ataque, elas disseram que tinham o vírus da aids e então foram obrigadas a fazer sexo oral. Um rapaz que à época tinha 17 anos foi empalado com um cabo de vassoura e os demais, segundo informou a vítima, foram agredidos e coagidos pelos policiais. A resposta do policial que atendeu a vítima pelo 190 foi brusca. Por isso, ele foi indiciado por prevaricação.

A Polícia Militar tomou conhecimento da denúncia pela imprensa ainda em janeiro de 2012. Os policiais foram imediatamente afastados da função que exerciam.

Fonte: R7

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