Qual a sua loucura? será exibido no Ocupa SUS nesta terça-feira

Na próxima terça-feira, 7, o filme “Qual a sua loucura?” (fic, 2011) será exibido no Ocupa SUS (prédio do Ministério da Saúde) em Salvador às 14h. O filme fará parte da programação de debate sobre medicalização que vai contar ainda com a exibição do trailer do longa metragem “Sem Tarja” que está em pós produção e a presença da diretora dos dois filmes Rafaela Uchoa. No debate estará presente Renato Souza, do Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade e Helisleide Bonfim, presidente da AMEA (Associação Metamorfose Ambulante) e atriz dos Insênicos.

O curta-metragem “Qual a sua loucura?” discute o processo de medicalização através de dois pacientes da psiquiatra Rita Lina que recebem uma prescrição de remédio que nenhum farmacêutico entende. Desse modo, os dois começam uma peregrinação por várias farmácias da cidade atrás da tal medicação. O filme foi resultado da oficina “Loucurta na Casa”, feita para usuários de vários CAPS, amigos e familiares na Casa das Rosas em São Pauo-SP.

Confiram o manifesto do Ocupa SUS

Sem TEMER! Em Defesa da Democracia e do SUS!

SAÚDE É DIREITO DE TODOS E DEVER DO ESTADO!!! Essa conquista constitucional do povo brasileiro está ameaçada!
No final da década de 70 e 80 o povo brasileiro lutou muito pela redemocratização do país! A Constituição de 1988 representou um pacto social onde foram garantidos direitos civis, políticos e sociais pelos quais muitos cidadãos lutaram e morreram. Desde então, efetivar esses direitos tem sido um desafio declarado e assumido em campanha e na posse por todos os governos federais democraticamente eleitos, por dirigentes e trabalhadores das instituições públicas e pela maior parte da sociedade civil organizada, especialmente os movimentos sociais e populares.
Apesar de ainda precisarmos avançar muito na melhoria do SUS, são inegáveis as conquistas obtidas na saúde nesses 28 anos! A primeira e mais importante vitória do povo foi a declaração constitucional de que A SAÚDE É UM DIREITO DE TODOS E UM DEVER DO ESTADO! Com isso, os serviços públicos e privados antes conveniados à previdência social, passaram a prestar atenção a saúde a qualquer cidadão pelo SUS, reconhecendo o seu direito de acesso independente de renda, vinculo trabalhista, nacionalidade ou religião.
Mesmo com governos federais neoliberais, de Fernando Collor de Melo ao de Fernando Hernique Cardoso, em meio às suas contradições, a Reforma Sanitária avançou muito, principalmente durante os governos dos presidentes Lula e Dilma Rousseff. A rede da atenção básica cresceu e se qualificou muito com a estratégia saúde da família com saúde bucal, NASF e academia da saúde, a atenção especializada expandiu e diversificou suas ofertas com importante incorporação tecnológica ao longo dos anos, avanços significativos ocorreram na rede de urgências com a criação das UPAS e SAMU, na saúde mental com os CAPS, na saúde bucal com os CEO, na atenção ao parto com a Rede Cegonha, especialmente os Centros de Partos Normais e Maternidades de Referências, Rede de reabilitação, Saúde do Trabalhador com os CEREST, Vigilâncias com o maior Programa de Imunização do mundo e ampliação ao acesso aos medicamentos com a Farmácia Popular. Tudo isso foi construído por um esforço de muitos sujeitos, em diferentes posições e regiões, diferentes concepções ideológicas que por convicção, por pressão social ou alinhamento com outros interesses, em alguma medida, se comprometeram em avançar com a garantia do direito à saúde.
Tudo isso foi realizado com muito poucos recursos comparados com as necessidades do nosso povo e o que outros países vizinhos investem na saúde. Para avançar ou mesmo manter o que foi conquistado, é fundamental preservar as garantias de financiamento já obtidas na constituição e buscar sua expansão. Foram mais de duas décadas de luta para conseguir a garantia de recursos mais estáveis para o SUS com a EC 29/2000, o que promoveu importante aumento de receitas municipais, estaduais e federais para o setor. As manifestações de junho de 2013 construíram as condições para que parte das riquezas do Pré-Sal fossem destinadas para a Saúde e a Educação.
No entanto, não bastasse o Congresso Nacional com a EC 86/2015 ter neutralizado parte dos ganhos obtidos com a regulamentação com a destinação para saúde de receitas do Pré-Sal, com o substitutivo a PEC 143/2015 do Senador Romero Jucá (PMDB) que está agora em tramitação acelerada no Congresso, os Golpistas pretendem aumentar de 20% para 25% o percentual dos recursos da União para saúde que poderão ser desviados para outras finalidades ao bel prazer do governo federal, a chamada Desvinculação dos Recursos da União (DRU), e expandir essa autorização para os estados e municípios. Com isso, a redução dos recursos federais para saúde que já são escassos, serão ainda mais profundos nos âmbitos estaduais e municipais, inviabilizando a oferta dos serviços já prestadados à população.
É nesse contexto que vai ganhando concretude as ameaças de redução dos direitos sociais, em particular à saúde, sugeridas nos documentos “Ponte para o Futuro” e “Travessia Social” e entrevistas do novo Ministro da Saúde. Com menos recursos financeiros, não precisarão decretar o fim da universalização do direito à saúde, bastará desfinanciar e inviabilizar os serviços de saúde, prejudicar a sua qualidade, facilitar a expansão dos planos de saúde sem controle do Estado quanto a sua qualidade e privatizar tudo o que for possível como anunciado na Medida Provisória 727/2016. Assim, a elite econômica e política que sempre dominou esse país alcançará parte de seus objetivos que pretendeu com o Golpe: colocar nas costas dos mais humildes trabalhadores desse país o ônus da crise econômica que o capital financeiro internacional produziu.

Alertamos aos Golpistas que os trabalhadores de saúde, os movimentos sociais e populares não assistirão passivamente a retirada de direitos arduamente conquistados! Não reconheceremos o governo ilegítimo oriundo de um golpe parlamentar claramente explicitado na voz de um dos principais articuladores do Impeachment, Romero Jucá. Na sua conversa gravada por Sérgio Monteiro, sua verdadeira motivação para articular o impeachment ficou clara: tentar construir um pacto amplo para impedir que a Lava a Jato avance mais e atinja outros partidos que não o PT. Não aceitaremos que Eduardo Cunha, liderando uma quadrilha de parlamentares e políticos, usando como marionete um presidente conspirador, retire do poder executivo uma presidenta honesta eleita democraticamente sem que haja qualquer crime de responsabilidade que justifique um impeachment. Não vamos aceitar o Golpe! Impeachment sem crime de responsabilidade é golpe! E o golpe enfrentaremos Sem TEMER! Não vai ter Golpe, vai ter Luta!

Frente Brasil popular
Frente Povo sem medo
Esqueda Unida
Rede nacional de médicos e medicas populares
REDE UNIDA
CEBES
ABRASCO
Médicos pela Democracia
CTB
Estopim
Sindicato dos comerciários Salvador
UBM
UNE
Levante popular da Juventude
Fórum acadêmico de saúde (FAS)
Direção executiva nacional dos Estudantes de medicina
Fórum sobre medicalização da educação e da sociedade
FETRACON
SINTRACON
Movimento pela Humanização do parto
UEB
Marcha Mundial das mulheres
MPL
Rede Feminista
Coletivo Balance de Redução de riscos e danos
Sindicato dos enfermeiros
Associação brasileira de enfermagem
Marcha das Vadias
Viva gente
Abesup
Associação Brasileira de Estudos Sociais sobre o uso de psicoativos
LANPUD
Rede latinoamericana e caribenha de pessoas que usam drogas
Diretório acadêmico de medicina
Diretório acadêmico de Enfermagem
Diretório acadêmico de enfermagem Frederico Perez
SIndisaúde Bahia

 

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s